Ipatinga, 16 de Setembro de 2019
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Dívidas são principal desafio da futura prefeita de Ipatinga

- Entre as questões não resolvidas pelo Governo Robson, estão a reabertura do Restaurante Popular, o Olho Vivo, regularização dos repasses a entidades e buracos na rua; impasse com a Vital foi solucionado e limpeza urbana retomada


O Governo Robson atrasou pagamento de setores importantes na administração, como convênios com as creches, que paralisaram as atividades por diversas vezes

Cecília Ferramenta (PT) assume a Prefeitura de Ipatinga na próxima terça-feira (1o) com a responsabilidade de ajustar diversos pontos deixados pelo seu antecessor Robson Gomes (PPS). Um deles é a saúde municipal, que a própria eleita afirma ser o principal gargalo na cidade. Cecília encontrará as obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em andamento e caberá à futura chefe do Executivo a missão de concluí-la e desafogar o Hospital Municipal de Ipatinga.

Outra preocupação para a prefeita deverá ser a reabertura do Restaurante Popular, que desde o fim de novembro está fechado para reformas. No entanto, a Prefeitura possui uma dívida com a fornecedora de alimentos do Restaurante, a Caipa, que atualmente está na casa dos R$ 415 mil.

A ex-deputada também tem a missão de fazer com que Ipatinga se confirme como uma das cidades-sede para centros de treinamentos de seleções da Copa do Mundo de 2014. Atualmente, o município faz parte do Catálogo oficial da Federação Internacional de Futebol (FIFA), mas precisa ter atrativos como hotéis de alta qualidade, bons meios de transporte e estádio em boas condições para receber os times participantes.

Outro ponto que deve ser visto com cuidado por Cecília é a questão do Olho Vivo Municipal, que desde agosto está desativado na cidade. Segundo o atual governo, a queda nas receitas da cidade e as dívidas com Fundação Guimarães Rosa, que mantinha o Olho Vivo, foram as causadoras da crise no sistema.

Além do Olho Vivo, este ano foram muitos os setores que reclamaram esquecimento por parte do Poder Executivo. Na educação, foram muitos os atritos entre o Governo Robson e líderes de creches municipais, que chegaram a ficar cinco meses sem receber. Após realizarem três paralisações e movimentos que chegaram até a Câmara de Vereadores, os profissionais receberam os repasses referentes aos seus salários no início deste mês.

Já na Assistência Social, foi preciso a intervenção da justiça para que o Governo pudesse pagar os valores para manutenção de asilos municipais, e nas obras públicas, fica para Cecília uma cidade com muitos buracos e a suspensão do contrato com a empresa que fazia os consertos. O motivo: falta de pagamento.

Mas o mandato de Robson termina não só com problemas para a futura prefeita. O atual prefeito conseguiu regularizar antes do fim de sua gestão a situação com a Vital Engenharia, concessionária que realiza a limpeza pública na cidade. Durante quatro meses, a empresa paralisou os serviços na cidade por falta de pagamento por parte da Prefeitura. Em novembro, após celebrarem um novo contrato, o Governo anunciou o retorno da varrição e coleta de lixo a Ipatinga, trabalho que vem sendo mantido hoje.

Talvez o grande desafio de Cecília seja mesmo aprovar o Plano Diretor da cidade, que funcionará como uma espécie de direcionamento para Ipatinga no que diz respeito às obras de desenvolvimento e de ordenamento para expansão urbana do município. O documento foi elaborado pelo Executivo e ainda precisa ser aprovado pelo Legislativo. Na cidade, as conversas sobre o texto vêm acontecendo há mais de dois anos e foram alvo de reclamações por parte de construtores devido às restrições impostas ao setor. No último dia 19, o processo de aprovação do Plano teve mais um capítulo com liminar concedida pelo juiz da Vara da Fazenda Pública, Fábio Torres, que suspendeu a entrega do projeto ao Poder Legislativo sob alegação de que a empresa contratada pela Prefeitura para elaborar as leis complementares, a Fundação Gorceix, não teria capacidade técnica para realizar o trabalho.

Além destes pontos, Cecília terá a missão de organizar sua administração para driblar a constante diminuição das receitas que tanto Ipatinga quanto outras cidades da região sofreram ao longo deste ano. Caberá à futura prefeita e sua equipe de Governo a habilidade de utilizar de forma consciente as verbas públicas e destiná-las de maneira equilibrada entre a população.

Fonte: http://www.diariopopularmg.com.br/vis_noticia.aspx?id=4079


 

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