Ipatinga, 26 de Fevereiro de 2021
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Restauração da igreja do Ipaneminha em fase final

- Obra será oficialmente entregue à comunidade com uma celebração de ação de graças, manifestações culturais, missa e um almoço comunitário no dia 27 de fevereiro


Mobilização da comunidade viabilizou a reforma da Igreja do Ipaneminha, zona rural de Ipatinga

A restauração da Capela de São Vicente, no Ipaneminha, também conhecida como Igreja de Nossa Senhora do Rosário, conforme foi primordialmente denominada pelos congadeiros, deve estar concluída nesta primeira semana de janeiro. A previsão é do padre José Enésio Pinheiro, responsável pelas obras de reforma e restauração, que dirige pessoalmente. Entretanto, segundo ele, a obra será oficialmente entregue à comunidade com uma celebração de ação de graças, manifestações culturais, missa e um almoço comunitário no dia 27 de fevereiro.

ENVOLVIMENTO

José Enésio Pinheiro sublinhou a importância do trabalho realizado na capela, não apenas por causa da revitalização dos aspectos físicos, mas do espírito de solidariedade e envolvimento social em todo o processo de reforma. ”A igreja foi reconstruída da mesma forma como foi originalmente construída, há cerca de 60 anos, em mutirão, com encontros vibrantes, em festa. Então, não estamos restaurando apenas o edifício, um telhado ou uma parede. Não se trata de restaurar apenas o aspecto físico e arquitetônico, mas de uma manifestação espiritual e social que resgata o status da igreja como patrimônio histórico da comunidade do Ipaneminha e de Ipatinga, que teve envolvimento, lutas, campanhas, encontros e debates”, ressalta o pároco.

ARQUITETURA

O processo de restauração recuperou o telhado e seus beirais, assoalho, mezanino, campanário, altar-mor e bancos. Grande parte das vigas de sustentação de madeira foi substituída por concreto e revestida com madeira, reforçando-as, mas mantendo seuaspecto original. O assoalho, antes rente ao chão (o que facilitava sua deterioração), voltou a ser suspenso, como foi feito na primeira versão, mas com as tábuas corridas apoiadas sobre vigas de concreto, dando mais sustentação e durabilidade ao trabalho.

“Refizemos também toda a estrutura da capela, que foi a parte mais tensa de todo o trabalho, uma vez que exigiu o escoramento da velha estrutura, deixando a igreja praticamente suspensa por algum tempo. Outro aspecto a ser ressaltado é a pintura, que volta à sua cor original, branco e azul escuro, conforme os resquícios de tons de tinta encontrados no altar-mor”, destacou o padre José Enésio.

A reforma e restauração foram feitas a partir de projetos desenvolvidos pelos professores de Arquitetura do Unileste, Rogério Braga e Quênia Alves. “Foram eles que nos deram a segurança necessária para darmos início à obra”, diz o pároco.

Fonte: http://www.diariopopularmg.com.br/vis_noticia.aspx?id=4108


 

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