Ipatinga, 26 de Fevereiro de 2021
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Atendimento do HMC continua sobrecarregado

Nos últimos meses hospital atendeu mais de 18 mil pessoas


Mesmo após a reabertura do antigo Hospital Siderúrgica no início de setembro, o atendimento prestado pelo Hospital Márcio Cunha continua sobrecarregado.

Mesmo após a reabertura do antigo Hospital Siderúrgica no início de setembro, o atendimento prestado pelo Hospital Márcio Cunha continua sobrecarregado. Nos meses de julho e agosto deste ano, foram atendidas 18.793 pessoas, 3522 a mais em relação ao mesmo período de 2011. A sobrecarga recebida pelo HMC, que sofre com a crise na Saúde da região, foi relatada pelo DIÁRIO DO AÇO, recentemente.

De acordo com a gerente do Pronto Socorro e médica do HMC, Ana Rosa dos Santos, com a reabertura do Siderúrgica - que agora se chama Hospital São Camilo-, era esperada a diminuição no atendimento, o que não ocorreu. “Na verdade, nós continuamos operando acima da nossa capacidade, no mês passado estávamos com 44% acima da capacidade e agora já passamos dos 50%. Não houve impacto nenhum com a reabertura do hospital São Camilo”, afirmou.

Na semana passada, 48 pacientes estavam internados no corredor, número que, no dia 6, era de 37. Pacientes recém-operados e com politraumatismo também estavam internados no local, que deveria ser utilizado apenas para trânsito. Mesmo com a ressalva de que o HMC atende apenas alta complexidade, a procura por atendimento de outras classificações de risco continua.

“A procura continua, e inclusive tem gerado atritos na nossa porta, estamos convivendo com polícia, boletins de ocorrência. Atendimento de ortopedia não tem em lugar nenhum e acontece de o paciente ir ao hospital municipal, não ser atendido e, da porta mesmo, ser informado que não tem o serviço, e vir pra cá e chamar a polícia. A reclamação deve realmente ser feita, mas não aqui”, ponderou.

Os casos de baixa complexidade, explica a gerente, devem ser encaminhados às unidades de saúde. “Nós fazemos a classificação, orientamos os pacientes, além de tudo tentamos trabalhar com seriedade, sempre fizemos isso na região, mas temos que contar com a ajuda dos outros hospitais, de Fabriciano e Timóteo, e também com as Unidades de Pronto Atendimento (UPA)”, pontua.

. Reunião

Segundo Ana Rosa, no próximo dia 17, a promotora de Justiça, Maria Regina Lages, irá ao HMC para discutir o que poderá ser feito em relação à situação. “Queremos que se implante a Rede de Atenção e que os municípios assumam a atenção básica dos seus pacientes, vindo para cá somente quem realmente precise de hospital, e que o Márcio Cunha atenda exatamente a capacidade dele, que é alta complexidade, porque hoje atendemos baixa e média complexidade”, concluiu.

Fonte: http://www.diariodoaco.com.br/noticias.aspx?cd=66408




 

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