Ipatinga, 16 de Junho de 2019
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EFVM interrompida, Trem descarrila em Sabará e interdita ferrovia

Dos 88 vagões do trem, 24 tombaram na linha férrea na altura do Bairro General Carneiro. A linha está fechada por isso o trem de passageiros da Vale não vai partir nesta terça-feira de Belo Horizonte


O acidente aconteceu por volta de 21h e as circunstância ainda são apuradas por uma comissão de técnicos da FCA.

Um trem carregado com soja descarrilou no fim da noite de segunda-feira na altura do Bairro General Carneiro em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a composição tem 88 vagões e 24 tombaram interditando um trecho a linha férrea. Por causa do acidente, as viagens do trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas da Vale foram interrompidas nesta terça-feira porque o transporte passa pelo trecho onde ocorreu o tombamento.

O acidente aconteceu por volta de 21h e as circunstância ainda são apuradas por uma comissão de técnicos da FCA. O trem saiu de Araguari, no Triângulo Mineiro com destino ao Porto de Tubarão, em Vitória (ES). A soja estava adicionada em quatro locomotivas e houve vazamento da carga às margens da ferrovia. Os bombeiros foram acionados, mas ninguém ficou ferido no acidente. Equipes da FCA recolhem a carga na manhã de hoje

A Vale informou que o trem de passageiros não partirá de Belo Horizonte nesta terça-feira, lembrando que os trechos após Sabará funcionam normalmente. Os passageiros com bilhetes comprados para a data podem pedir o reembolso ou alterar a dia da viagem nas estações em um prazo de até 30 dias.

. Trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas

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​​​A Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) opera o único trem de passageiros diário no Brasil e liga duas capitais: Vitória, no Espírito Santo, e Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Às 7h, um trem parte de Cariacica, na região metropolitana de Vitória, Espírito Santo, e chega a Belo Horizonte, Minas Gerais, por volta de 20h10; no sentido inverso, um trem parte da capital mineira às 7h30 e encerra a viagem às 20h30. Há também um trem adicional que faz o percurso entre Itabira e Nova Era, ambas em Minas Gerais.

Em funcionamento desde 1907, o serviço transporta cerca de um milhão de passageiros por ano e percorre 664 quilômetros de regiões de belas paisagens e importância histórica. A viagem dura aproximadamente 13 horas.

No trem, há vagão que funciona como lanchonete, outro para restaurante, vagão exclusivo para portadores de necessidades especiais e ar-condicionado no carro executivo. Há serviço de bordo em todos os ambientes.

. Estrada de Ferro Vitória a Minas

A Estrada de Ferro Vitória a Minas é uma ferrovia brasileira que liga a cidade de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais (passando pela região de mineração de Itabira) à Cariacica, na Região Metropolitana de Vitória, e aos portos de Tubarão, Praia Mole, e Barra do Riacho, no Espírito Santo. É uma ferrovia de bitola métrica (1.000 mm).

Sua construção se iniciou ainda no final do século 19 e contribuiu decisivamente para o aculturamento e dissolução (segundo alguns, "ajudou na conquista", no quase extermínio1 ) dos nativos indígenas que habitavam a região, entre os quais se destacam os Krenak.

Também foi muito importante para construção de cidades de médio porte no interior de Minas e Espírito Santo, como no Vale do Aço, cujo crescimento industrial só foi possível pela existência da ferrovia.

Inauguração de trecho da EFVM no ano de 1927 em Antônio Dias, Minas Gerais.

Com 905 quilômetros de extensão, é uma das mais modernas e produtivas ferrovias do Brasil, sendo administrada pela Vale S.A., antiga CVRD (Companhia Vale do Rio Doce). Transporta 37% de toda a carga ferroviária nacional.

Além de ser utilizada para escoar o minério de ferro, também é utilizada para o transporte de aço, carvão, calcário, granito, contêineres, ferro-gusa, produtos agrícolas, madeira, celulose, combustíveis e cargas diversas, de Minas Gerais para o exterior.

A ferrovia tem cerca de 300 clientes e é uma das poucas ferrovias brasileiras a manter o transporte contínuo de passageiros, com cerca de 2.800 usuários diariamente, o que lhe confere certa importância turística. A EFVM, junto com a Estrada de Ferro Carajás (Pará-Maranhão) e, agora, com a Noroeste do Brasil, são as últimas ferrovias a realizarem este serviço em longa distância.


 

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