Ipatinga, 1 de Março de 2021
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Preservando para o futuro

2013: Ano Internacional da Cooperação pela Água


O monitoramento garante a qualidade da água nas áreas da Cenibra

Visando aumentar a conscientização sobre os desafios da gestão, acesso, distribuição e serviços relacionados a um recurso cada vez mais escasso no planeta, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2013 como o “Ano Internacional da Cooperação pela Água”. Para a ONU, a boa gestão do recurso hídrico é desafiadora: ele é distribuído de forma desigual no tempo e no espaço, o ciclo hidrológico é altamente complexo e as perturbações desse ciclo têm múltiplos efeitos. A rápida urbanização, poluição e mudanças climáticas ameaçam o recurso, enquanto a demanda por água aumenta para atendimento das necessidades da crescente população mundial na produção de alimentos, energia, uso industrial e doméstico. Ou seja, a água é um recurso compartilhado e sua gestão tem que levar em conta uma grande variedade de interesses às vezes conflitantes. E isso oferece uma oportunidade de cooperação entre os usuários. A Cenibra, que tem a água como um de seus principais insumos, usa com responsabilidade e coopera para que todos tenham acesso a esse recurso. Programas visando a redução do consumo de água, por meio da otimização de processos e inovações tecnológicas, possibilitaram uma redução significativa do uso de água no processo industrial da fábrica.

Alinhado à proposta da ONU pelo uso cooperativo do recurso água, o Brasil tem um instrumento legal que harmoniza os interesses dos diferentes usuários de um mesmo corpo hídrico: a outorga, instrumento de gestão usado na esfera federal (Agência Nacional de Águas – ANA) e estadual (Instituto Mineiro de Gestão das Águas – IGAM) para garantir a disponibilidade de água para as diferentes demandas. As demandas da Cenibra são atendidas por captações devidamente outorgadas. No rio Doce (processo fabril e viveiro florestal), a outorga é emitida pela ANA, por se tratar de um rio federal. No processo florestal, a água é captada em corpos hídricos menores para controle do incêndio florestal, irrigação de mudas, controle de poeira em estradas rurais perto das comunidades e manutenção de estradas. Há mais de 240 pontos de captação distribuídos em todas as regionais, cujas outorgas são emitidas pelo Igam, por se tratarem de rios estaduais.

. Comunidades

O fato de ser uma produtora de água, em grande quantidade e qualidade, oferece a oportunidade para que a empresa compartilhe esse recurso, em linha com a proposta da ONU. Dezenas de comunidades existentes nos 54 municípios onde a empresa possui projetos florestais utilizam desse recurso, na forma de captações que abastecem desde proprietários rurais individuais até comunidades onde vivem mais de uma centena de pessoas.

Em um levantamento inicial, foram identificados registros de 56 captações abrangendo 26 municípios, com base em solicitações para apoio na infraestrutura de captação, melhorias e trabalhos de recuperação ambiental. Mas a empresa estima um número muito maior, já que muitas captações existem há dezenas de anos, mas nenhuma solicitação por apoio ou comunicação de sua existência foi formalizada. A identificação dessas captações vem sendo realizada pelo Planejamento Técnico, Econômico, Ambiental e Social (PTEAS), e com base nos resultados são feitas recomendações técnicas para a adequação legal e manutenção da qualidade da água captada pelas comunidades, provendo a recuperação ambiental e cuidados especiais quando há operações florestais de maior impacto, como colheita, construção e manutenção de estradas e travessias.

. Comitês de Bacias Hidrográficas

Para garantir a sustentabilidade deste recurso fundamental à vida, foi preciso criar políticas voltadas para o uso sustentável dos recursos hídricos e implantar mecanismos que garantissem o uso racional e promoção da melhoria da qualidade e quantidade das águas. Para descentralizar a gestão dos recursos hídricos, foram instituídos pelos governos federal e estadual os Comitês de Bacias Hidrográficas – CBHs, órgãos normativos e deliberativos que visam promover o gerenciamento de recursos hídricos nas suas respectivas bacias hidrográficas, de forma descentralizada, participativa e integrada, com representantes do poder público municipal e estadual, dos usuários e de entidades da sociedade civil ligadas a recursos hídricos. Tendo representatividade em três comitês estaduais (rios Piracicaba, Santo Antônio e Suaçuí) e um federal (rio Doce), a Cenibra atua na gestão sustentável dos recursos hídricos de sua área e contribui efetivamente para que o Ano Internacional da Cooperação pela Água não seja somente mais um ano no calendário de comemorações, mas que os objetivos estratégicos globais propostos pela ONU sejam atingidos no nível local. “Pense globalmente, aja localmente” (Jane Goodall)

Fonte: Caderno Ecologia - Diário do Aço junho de 2013




 

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