Ipatinga, 13 de Agosto de 2020
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VIDAS EM RISCO no trânsito

Desrespeito de condutores, ciclistas e pedestres às leis de trânsito tornam cada vez mais arriscado se deslocar pelas ruas de Ipatinga


Segundo dados do Pelotão da PM de Trânsito Urbano de Ipatinga, atualmente há um veículo motorizado para cada duas pessoas no município

Com o crescente aumento da frota de veículos, o desrespeito de condutores, ciclistas e pedestres ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) virou rotina. São motoristas ao celular, sem o cinto de segurança, avançando sobre a faixa ou semáforo, assim como pedestres que arriscam atravessar a via fora da faixa e ciclistas disputando espaço com veículos motorizados, quando há uma ciclofaixa nas proximidades. No ano em que a Lei 9.503/97 (que institui o CTB) completa 15 anos, a educação no trânsito deveria partir de cada um.

Quem aponta os álibis de condutores que colocam em risco a segurança no trânsito é o analista de sistemas Gleidson Valoiz da Silva, 27 anos. O condutor, que opta pelo uso da motocicleta no dia a dia para acesso ao local de trabalho e faculdade, conta os desafios que enfrenta no trânsito. “Eu vou para o serviço e vejo pessoas falando ao telefone enquanto dirigem. Sem falar na falta do cinto de segurança. Quando vou para a faculdade, à noite, os problemas se repetem. E há os motoristas desatentos que entram na frente dos motociclistas e depois dizem que são os motociclistas que são imprudentes”, lembra o morador do bairro Ideal.

Gleidson afirma nunca ter sofrido um acidente, mas chances não faltaram pela imprudência de outros. “Ser fechado por outro veículo é o que mais acontece. A gente tem que dirigir pela gente e pelos outros, onde cada um quer chegar mais rápido ao seu local de destino. Como a frota de veículos vem aumentando, temos os acidentes como consequência e também a falta de paciência das pessoas”, lamenta.

. Dificuldades

Comandante do Pelotão de Trânsito Urbano de Ipatinga, o sargento José Dias destaca que atualmente há um veículo motorizado para cada duas pessoas no município. “Em face desse aumento expressivo da frota circulante no munícipio, problemas de trânsito são comuns”, pontua. Segundo o oficial, dentre as infrações mais corriqueiras as campeãs são o avanço de sinal e motoristas falando ao celular enquanto dirigem.

Dias pondera que diante de dificuldades, as blitze de trânsito são esporádicas. “Diante do efetivo que temos e as dificuldades que enfrentamos hoje, nossa prioridade tem sido o atendimento aos acidentes de trânsito. Com as demandas operacionais, as blitze são esporádicas. Não temos como manter uma continuidade, mas elas têm sido feitas regularmente”, justifica.

Conforme explica, a maioria das abordagens é para fins de segurança pública, compreendendo operações para combater o avanço criminal.

. Básicas

Oficial que também atua no Pelotão de Trânsito Urbano de Ipatinga, Cabo Mafra enumera que atravessar ruas e avenidas pela faixa, observar placas de preferencial, parar ao sinal vermelho, dar prioridade ao pedestre, trafegar dentro da faixa de rolamento e sinalizar ao mudar de faixa, não exceder o limite de velocidade estipulado para a via, usar cinto, não falar ao celular e dirigir, são regras básicas de segurança no trânsito.

. Ciclistas

A saturação do trânsito no município tem culminado no desrespeito à distância mínima de 1,5 metro ao fazer a ultrapassagem de um ciclista, de acordo com o oficial. “E o ciclista precisa atentar às regras de circulação que também se aplicam a ele. Onde houver uma ciclovia, por exemplo, o ciclista não deve trafegar na pista de rolamento, uma vez que ele tem um local específico para circular. Na área urbana, o ciclista deve trafegar no sentido do fluxo normal dos veículos. O único local que o Código de Trânsito prevê o ciclista trafegando em sentido contrário é nas rodovias, pelo acostamento, mas por uma questão de segurança”, enfatiza.

Fonte: http://www.diariodoaco.com.br/noticias.aspx?cd=67729




 

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