Ipatinga, 1 de Março de 2021
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MP denuncia “Pitote” pela execução de fotógrafo

Acusação é encaminhada à 1ª Vara Criminal da Comarca de Coronel Fabriciano


MP ainda pediu a prisão preventiva de “Pitote”, recolhido também pela morte de Rodrigo Neto

Alessandro Augusto Neves, o “Pitote”, 31 anos, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual como o principal acusado de matar o fotógrafo freelancer Walgney Carvalho de Assis, 43 anos, em abril deste ano. A acusação foi encaminhada à 1ª Vara Criminal da Comarca de Coronel Fabriciano na semana passada. “Pitote” foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio duplamente qualificado: recurso que dificultou a defesa da vítima e para, supostamente, assegurar impunidade de outro crime. Alessandro está preso preventivamente na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, também como suspeito pelo assassinato do jornalista Rodrigo Neto, ocorrido em 8 de março.

O processo sobre o assassinato de Carvalho está em segredo de justiça, a pedido do próprio Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) - que investigou o caso - e por isso não foi possível confirmar se o MP acatou ou modificou alguma qualificadora do crime contra Carvalho. A Promotoria de Justiça apenas disse na tarde de desta segunda-feira (9) à reportagem do VALE DO AÇO que ofertou a denúncia com o pedido de prisão preventiva contra Alessandro e se limitou a falar sobre o teor da acusação.

RELAÇÃO

Carvalho foi morto a tiros em um pesque-pague no bairro São Vicente, em Fabriciano, no dia 14 de abril. A morte do fotógrafo está intimamente ligada ao assassinato do jornalista Rodrigo Neto, morto também a tiros (37 dias antes da execução de Carvalho). A relação entre as duas execuções, segundo a polícia, foi comprovada por provas como o exame de balística, que atestou que a arma utilizada nos dois crimes seria a mesma. Para a polícia ficou ainda mais evidente que a morte de Carvalho tratava-se de “queima de arquivo” feita por “Pitote” e Lúcio Lírio. Este último também foi denunciado pelo MP pela morte do repórter policial e encontra-se preso preventivamente na Casa de Custódia do Policial em Belo Horizonte.

No início das investigações do assassinato do repórter Rodrigo Neto, Carvalho chegou a ser investigado como possível mandante ou até mesmo executor do crime. Isto porque no dia seguinte ao crime, teria feito comentários dando conta de detalhes da morte Do jornalista. Até mesmo um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do fotógrafo, mas nada foi encontrado. Com o passar dos dias, Walgney passou a fazer constantes comentários de que “sabia quem eram os assassinos de Rodrigo Neto e que o crime nunca seria solucionado”.

Fonte:http://www.jornalvaledoaco.com.br (Repórter Gizelle Ferreira)




 

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