Ipatinga, 21 de Maio de 2019
PERSONAGENS

SEBASTIÃO FERNANDES "Nonô"



Jornalista e professor SEBASTIÃO FERNANDES, carinhosamente conhecido por "Nonô".

Nascido na cidade de São Domingos do Prata - MG, em 8 de novembro de 1918. Filho de Maria Inácia Gomes Domingues e José Fernandes Ferreira, teve nove filhos: Sebastião Marques, Vera Lúcia, Maria Márcia, Pedro Carlos, Ângela Maria, Jeanete, Valéria, Jose Fávio e Henrique Gomes.

VILA CELESTE

Nonô foi jornalista no antigo Diário da Manhã, empreendedor, professor de Inglês e Filosofia no Colegio Angélica e Colégio Batista, veio para Ipatinga em 1959 e em pouco tempo depois trouxe os irmãos Antônio Fernandes, "Dinoca" Fernandes, José "Zozô" Fernandes, Celeste Fernandes e Dr. Emílio Gomes Fernandes. Fundou e loteou o bairro Vila Celeste (em homenagem a primeira moradora e sua irmã Dona Celeste).

COLÉGIOS SANTA MÔNICA E BATISTA

No início da década de 1960, Sebastião fundou o primeiro ginásio de Ipatinga, no bairro Iguaçu, o Colégio Santa Mônica, que mais tarde viria a ser o Colégio Batista e posteriormente o Assedipa.

ACADEMIA DE LETRAS

Inteligente, sábio e um homem muito a frente do seu tempo, Sebastião Fernandes, participou intensamente dos movimentos educacionais e culturais de Ipatinga, onde se tornou Membro da Academia de Letras de Ipatinga.

Sebastião "Nonô" Fernandes veio a falecer no dia 14 de agosto de 1982 de insuficiência cardíaca.

A completa história e biografia de SEBASTIÃO FERNANDES "Nonô" constará no próximo livro "IPATINGA 50 ANOS", de autoria do historiador José Augusto de Moraes.

NONÔ FERNANDES

(Editorial do jornal Diário da Manhã, publicado no domingo do dia 15 de agosto de 1982, um dia após a sua morte)

Políticos e representantes de todos os setores da comunidade ipatinguense compareceram ao velório de Sebastião Fernandes, o popular Nonô. Como todo homem que tem e expõe idéias próprias, possuia muitos admiradores, mas não escapava também de algumas críticas. No entanto, conseguia a unanimidade de opiniões quando se falava de sua inteligência. De fato, Nonô Fernandes, era uma dessas figuras que surpreendia pelo raciocínio rápido e a facilidade de discorrer sobre todos os acontecimentos, como se fosse "um poço de cultura", mesmo não tendo passado pela formação acadêmica das escolas.

Foi um dos mais destacados professores que Ipatinga já teve, e muitos jovens hoje já bem situados na vida reconhecem que os ensinamnetos de Nonô Fernandes, além de uma excelente base cultural, permitiam uma visão mais ampla e dinâmica da conjuntura social, aliando a teoria à prática.

Nonô era também um homem que poderia tranquilamente ocupar qualquer cargo ou secretaria importante na área de planejamento, principalmente pelo fato de atuar sempre como dinamismo daqueles que passam por cima de um esquema arcaico de burocracia, um dos maiores males desse país.

No jornalismo, Nonô também apresentava um estilo próprio bastante irreverente, ironizando situações políticas da cidade e da região com um molho todo especial, como se fosse um discípulo do genial Dias Gomes e as sua "vítimas" não tinham outra saída a não ser a de soltar boas gargalhadas.

Mas a virtude maior de Nonô Fernandes e que serve de exemplo para todos os pais foi a de saber criar os filhos com extrema dedicação. Nos dias de hoje a sociedade está condicionada a ter um comportamento estereotipado na base do "salve-se quem puder". Assim todo mundo procura lutar com unhas e dentes em busca de uma realização especial que se aproxima da felicidade, diminuindo cada vez mais o tempo que se pode dedicar aos filhos ou amigos. Nonô Fernandes pensava diferente, dedicou boa parte de sua vida a cada um de seus filhos, orientando-os com humanismo e sabedoria. Só depois de verificar que todos eles estavam muito bem encaminhados e aptos para lutar pela sobrevivência, e que pensou um pouquinho nele mesmo. Sebastião Marques, seu filho mais velho, por exemplo, ainda muito jovem, herdou do pai uma inteligência brilhante e já é o responsável geral pelo projeto gigantesco que a Mendes Júnior executa no Iraque. Um pai que pode chegar ao final da vida com a constatação do que soube ser liberal, ponderado e ter funcionado como um guia para assegurar o futuro dos filhos, certamente parte feliz e realizado, como expressava Nonô Fernandes na urna funerária.

Fonte: Coletãnea "Ipatinga Cidade Jardim" - Autor José Augusto Moraes


 

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