Ipatinga, 16 de Outubro de 2018
PERSONAGENS

GÉRSON EVARISTO

Como jogador, o atacante Evaristo, revelado pela antiga Guarda Mirim de Ipatinga e lapidado no juvenil da Aciaria, chegou ao Cruzeiro em meados da década de 80


Treinador Gérson Evaristo.

IPATINGA -Gérson Evaristo nasceu no dia 19 de maio de 1964, na cidade de São Geraldo - MG. Evaristo foi revelado pelo Cruzeiro, teve passagens pelo Linense e CRB. Evaristo foi forçado a encerrar sua carreira precocemente, aos 28 anos, devido à uma lesão grave no joelho. Contratado em dezembro de 2012 pelo Vitória-ES, Gérson comandou o Alvianil em 10 partidas do Campeonato Capixaba e saiu deixando o time na modesta oitava colocação, com 13 pontos. Gérson Evaristo se destacou no comando do Ipatinga em 2010 quando evitou a queda do Tigre para a série C do Campeonato Brasileiro.

Como jogador, o atacante Evaristo, revelado pela antiga Guarda Mirim de Ipatinga e lapidado no juvenil da Aciaria, chegou ao Cruzeiro em meados da década de 80. Porém, graves lesões no joelho direito impediram o avante de confirmar sua fama de goleador e fazer história na equipe celeste e no futebol brasileiro.

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Após encerrar a carreira precocemente, aos 28 anos, jogando pelo Bandeirante de Birigui, Gérson logo migrou para a função de técnico, em 1991, trabalhando em todas as categorias de base da Aciaria, Usipa e do extinto Ipatinga Futebol Clube, onde foi também auxiliar técnico de Moacir Júnior na equipe profissional, com quem também trabalhou no Tupi. Como treinador, Evaristo trabalhou no Ideal, Tombense, no Ipatinga e no Vitória (ES). Mas foi no Minas Futebol que o comandante se destacou ao conseguir, em dois anos, a ascensão da equipe da segunda divisão do Campeonato Mineiro (equivalente à terceira divisão do torneio) à elite da competição.

ARTILHEIRO

No entanto, nem tudo são flores no caminho do comandante. O sucesso nem sempre chega cedo para quem está no mundo da bola, por uma série de fatores: sorte, a difícil carreira, sonhos adiados ou interrompidos. O marcante em Evaristo foi a persistência necessária a toda pessoa interessada em uma carreira exitosa. Com muito trabalho e obstinação, o garoto que saiu do Vale do Aço para o futebol venceu e alcançou o sonho.

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Filho “adotivo” de Ipatinga, o treinador fez um balanço sobre a carreira de jogador. “Falavam que eu era muito rápido, versátil, tinha muita tranquilidade e finalizava muito bem. Fui artilheiro de alguns campeonatos por onde passei. Daria uma nota de 7 para mim mesmo e me contrataria para jogar no time que treino”, disse, em meio a risadas.

Ainda sobre a carreira como atacante, Gérson lembrou do gol mais bonito que fez na carreira. “Um dos mais bonitos que fiz foi contra o Democrata, de cabeça, de fora da área”, lembrou.

MESTRES

Sobre seu estilo de comandar, Evaristo disse que não muda por causa de pressão de dirigente. “Muitos diretores às vezes não gostam de um treinador ‘passivo’ como eu. Mas essa não é a questão, não se trata de passividade. Você trabalha com a equipe a semana toda, tem a preleção antes do jogo, e essas são as horas adequadas para você passar instrução. Não vejo a necessidade de ficar esbravejando na beira do campo. Às vezes, na adrenalina, o jogador nem escuta”, comentou.

Sobre a inspiração para se tornar treinador, Evaristo citou a importância dessa observação. “Eu aprendi muito com o Oswaldo Rossi, da base do Cruzeiro, que formou muitos jogadores vitoriosos. E quando passei a mexer na parte técnica, quem me passou muitos ensinamentos foi o Percy Gonçalves”, reconheceu.

PRESSÕES

Sobre as dificuldades da carreira de técnico, Gérson destaca a de conseguir comandar os jogadores. “A primeira e mais difícil é conseguir o verdadeiro comando dos jogadores. E eu acredito que a categoria de base auxilia muito, as pessoas passam a te ver diferente dependendo de sua passagem na base”, comentou.

A pressão no mundo do esporte também foi destacada por Evaristo. “A gente sempre procura algo para se agarrar, às vezes até o uniforme. Geralmente a equipe tem três jogos de uniforme. Se você está mal, joga com um certo uniforme e vence, tem pessoas que se agarram a essas simpatias e crenças, mas eu não acredito muito nisso”, frisou.

Gérson destacou que em uma equipe o que conta é um grupo. “Não há posição de destaque, você tem que trabalhar os jogadores no grupo, em um todo. Em uma competição, quem ganha é a equipe e às vezes até a torcida ajuda, mas não é todo jogador que sente pressão de quem está de fora”, disse.

Em 2 de junho de 2015, Gérson Evaristo foi anunciado como técnico do Formiga Esporte Clube com a missão de comandar a equipe durante a Segunda Divisão do Campeonato Mineiro 2015. Gerson Evaristo foi demitido no dia 14 de março de 2016.

– "Eu vejo isso como uma "cultura", se é que se pode chamar isso de cultura, do futebol brasileiro. O resultado às vezes não acontece e alguém precisa pagar por isso. É mais fácil culpar um do que outros. Enfim, eu só tenho a agradecer ao Formiga. Foi muito bom para mim esse tempo no time. Agora, é levantar a cabeça. Vida segue. Meu plano agora é ir para casa e curtir minha família. Descansar. O futuro a Deus pertence" – finalizou Gérson Evaristo.

Fonte: Histórias da Bola - TV Cultura do Vale do Aço (Jornalista Waldecy Castro)

VÍDEO: HISTÓRIAS DA BOLA - TV Cultura Vale do Aço - Jornalista Waldecy Castro entrevista GÉRSON EVARISTO




 

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