Ipatinga, 28 de Fevereiro de 2021
PERSONAGENS

TSUYA TAHARA

- Personagens da história de Ipatinga


Dona Tsuya Tahara nasceu na cidade de Nakaminato, no Japão

Dona Tsuya Tahara nasceu na cidade de Nakaminato, no Estado de Ibaraki Ken, no Japão, no dia 25 de agosto de 1924, onde morou até os sete anos e meio de idade. Filha de Yosoymon e Mitsu Futagawa, veio com a família para o Brasil em 1932, para morar em São Paulo. A viagem foi feita a bordo do navio "Buenos Aires". Em 1947, aos 24 anos de idade, casou-se com Munemi Tahara, nascido em Fukushima-ken, no dia 10 de janeiro de 1920, filho de Soe Tahara e Shino Tahara. O casal teve seis filhos: Mauro Noriyuki Tahara, Keika Tahara, Jorge Tahara, Roberto Akio Tahara, Júlio Tahara e Julieta Yumi Tahara.

"No fim dos anos de 1950, os japoneses que vieram do Japão para construir a Usiminas estiveram em São Paulo recrutando compatriotas para trabalhar em Ipatinga. Nós viemos em julho de 1960. Chegamos e fomos morar, na Rua ‘U’ no bairro Horto.

Saímos de São Paulo à noite. Durante todo o percurso, a estrada estava totalmente escura. Ficava ali imaginando que Ipatinga também deveria ser muito escura. Quando chegamos, às quatro horas da manhã, o bairro Horto estava todo iluminado. Achei muito bonito e fiquei contente.

No dia 3 de julho de 1960, meu marido começou a trabalhar na Usiminas. Fichou com a chapa n° 1833 e eu fichei com a chapa n° 1835.

Meu marido tomava conta dos japoneses que vinham diretamente do Japão, era uma espécie de intérprete e eu era uma espécie de governanta, trabalhando na casa do Fukuiama, que era o chefe japonês encarregado da construção da usina.

Em outubro de 1961, mudamos para a Avenida Japão, no bairro Cariru, onde moramos até hoje. Naquela época, no Cariru tinha poucos moradores. Estavam construindo o Bloco J23 e a barulhada feita pelos carpinteiros e pedreiros era horrível. Não tinha asfalto e, quando chovia, tínhamos que tirar os sapatos para atravessar a avenida.

Não pagávamos aluguel, água e luz e a família toda almoçava no restaurante que tinha no Cariru, por conta da Usiminas. Até o transporte da mudança foi pago pela empresa.

Quando os japoneses foram embora, me ofereceram uma vaga para trabalhar no hospital, mas como estava com filho pequeno, resolvi não aceitar e ficar em casa dando assistência à família".

Munemi Tahara faleceu no dia 27 de julho de 2000.

Fonte: Coluna "IPATINGA Cidade Jardim - 50 ANOS" - Diário do Aço 16 de junho de 2013


 

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