Ipatinga, 28 de Fevereiro de 2021
PERSONAGENS

JOSÉ MAURÍCIO DA SILVA



José Maurício nasceu em Coronel Fabriciano, mas a certidão de nascimento é de Ipatinga

O comércio de José Maurício da Silva é protegido pela imagem de São José, proclamado ”O patrono da Igreja Universal” pelo papa Pio IX, em 1870. O comerciante nasceu no dia 19 de março, dia em que os católicos dedicam ao santo, por isso ele é devoto de São José. Nascido na cidade de Coronel Fabricano, mas com certidão de nascimento de Ipatinga, José Maurício é casado com Margareth Assunção Brasil Silva, filha do pioneiro Marico (Açougue Brasil) e tem duas filhas: Isabella e Rafaella Brasil.

José Maurício recorda que antigamente os partos eram realizados na cidade vizinha pelas parteiras. “Quando chegava a hora da mulher ganhar o filho, geralmente, o marido a levava para Fabriciano um dia antes e voltava no outro para buscá-la”, explica.

José Maurício é proprietário de uma das mais antigas casas de comércio de Ipatinga, Casa São José (hoje localizado na Avenida Livramento, bairro Veneza), e filho dos pioneiros Raimundo Oliveira da Silva e Adeusdedet Barros da Silva.

Para entender a história do empresário é preciso um resgate às origens. O avô de José Maurício, José Fortunato da Silva – que ficou conhecido como “Seu Zeca”-, veio da cidade de Antônio Dias para a região. O filho Raimundo e o irmão Nelci chegaram aqui por volta de 1949. Foram os primeiros comerciantes da cidade e permaneceram com a sociedade até o ano de 1962, com a loja “A Ferragista”. “O estabelecimento vendia de tudo, uma espécie de secos e molhados”, explica. Com o fim da sociedade, Raimundo Oliveira Silva – o “Inhô”-, pai de José Maurício, se manteve no segmento de ferramentas e inaugurou em 12 de fevereiro de 1962 a Casa São José. Durante toda sua vida em Ipatinga, o pai de José Maurício participou na política. Ele ajudou a criar a comissão de emancipação do município, a associação comercial, foi candidato a vereador, ajudou a trazer o grupo da companhia telefônica para a cidade, foi secretário de partido e outros.

. 7 de setembro

Comemorar a Independência Brasileira, com o Desfile de 7 de Setembro, era uma das atividades preferidas de José Maurício na infância. “Fazíamos a maior festa. Éramos convocados por meio da escola, não conseguíamos nem dormir na véspera de tanta ansiedade. No dia do desfile ganhávamos pão com salame na ida e na volta. A roupa para participarmos precisava estar bem passada. Em 1962, cheguei a fazer parte do evento de bicicleta”, comenta. Outra data que ele se recorda é das Sextasfeiras da Paixão, em que toda a cidade ia ao cinema assistir “A vida e morte de Jesus Cristo”. No dia não havia um bar aberto, os poucos que tinham como o “Karandaí” e “Candango”, respeitavam a data.

. Carvão

Antes de entrar no comércio, ainda quando menino, José Maurício realizava o transporte de carvão junto ao pai, na antiga estação memória. “Havia o metro, um caixote onde se colocava o carvão e media o volume”, recorda. Aos 10 anos de idade, o comerciante começou a trabalhar no comércio e, hoje, já conta com mais de 40 anos dedicados ao setor.

. Energia elétrica

Na cidade, na década de 60, a luz elétrica era fornecida por um gerador, de propriedade de Raimundo Anício. “A empresa tinha o nome de “Força e Luz de Ipatinga”, na conta vinha descrito o uso de uma lâmpada de 40 velas, ou de uma lâmpada de 60, pagava-se de acordo com o uso. Quando adquiríamos outros eletrodomésticos era preciso pedir a liberação de mais energia”, explica José Maurício.

. Evolução do mercado

No início, antes mesmo da emancipação da cidade, o comércio local restringia- se ao Centro, com bares, mercearias, supermercados e armazéns. Conforme José Maurício, as vendas eram feitas e anotadas na caderneta, que ficava com o cliente. No final do mês, o consumidor retornava ao estabelecimento comercial para acertas as contas com o empresário. “Havia muita confiança no cliente, mesmo porque, como a cidade era muito pequena, todo mundo se conhecia. Hoje, com o desenvolvimento e crescimento, é preciso garantias na hora da compra. Mas, ainda tenho uns dois clientes daquela época que usam suas cadernetas”, brinca José Maurício. A evolução do município é vista de forma positiva pelo comerciante. O mercado regional acompanhou bem todo esacesso. Atualmente, além do comércio da área central, há também o comércio nos bairros.

Fonte: Suplemento Especial Diário do Aço • Abril de 2009




 

Copyright © 2012 Todos os Direitos Reservado - www.euamoipatinga.com.br
Eu Amo Ipatinga - E-mall : contato@euamoipatinga.com.br