Ipatinga, 28 de Fevereiro de 2021
PERSONAGENS

EDMAR ANDRADE DE OLIVEIRA



Edmar guarda em sua residência os mais de 2000 discos de vinil, herança de quando atuou como discotecário

Nasceu na cidade de Braúnas - MG, no dia 30 de agosto de 1958. Filho de Emiliano Andrade "Lico" e Euridice Simam de Oliveira Andrade "Dona Lili", casou-se com Janaína Cordeiro e tem dois filhos: Cyntia Andrade e Gustavo Duque de Andrade.

Desde a sua emancipação política, a cidade de Ipatinga vem passando por processos de desenvolvimento, que deram a região uma nova condição econômica. Quem faz o comentário é o empresário Edmar Andrade de Oliveira. Para ele, a cidade é “iluminada”. “Tivemos o privilégio de ter essa estrutura em Ipatinga. A grande responsável foi a Usiminas”, comenta. Edmar chegou à cidade no ano de 1958, com sua família. Na época, Emiliano Andrade e Eurídice Siman de Oliveira Andrade, pais de Edmar, que tinha apenas um ano de idade, vieram de Braúnas.

O menino cresceu no município. E, ainda quando criança, vivia pelas matas locais. “A região ainda estava por ser desbravada, eu adorava fugir e dizer que ia embora de casa”, recorda. O pai do empresário, foi dono da loja “Silvania”, nome da filha mais velha, que vendia tecidos. Com o tempo, o pioneiro decidiu partir para o ramo do aluguel. Os imóveis da família tiveram como inquilinos: trabalhadores da Usiminas, em seus alojamentos; o primeiro escritório da Cemig, funerária do Vale do Aço, Câmara Municipal e Prefeitura. “Naquela época, existiam apenas as ruas Diamantina, com extensão na avenida João Valentim Pascoal, e a 28 de Abril. Nos alojamentos, a rotatividade de pessoas era muito grande; alguns foram os primeiros funcionários da Siderúrgica, que passavam por aqui e nos deixavam informações a respeito das novidades”, completa Edmar.

A CIDADE

Morar no Centro da cidade durante muitos anos permitiu a Edmar conhecer muita coisa sobre a cidade. Dentre elas, destaca-se a criação da comunidade Católica, tendo a frente o Padre João; o crescimento dos clubes como Usipa e o esporte especializado; inauguração do Kartódromo Emerson Fitipaldi (1983) e do Parque Ipanema. “Nossa cidade tem muitos espaços interessantes, mas precisamos aprender a valorizar aquilo que é belo e preservar o que é nosso”, aponta.

Edmar ainda recorda os momentos de diversão. Entre os anos 77 e 78, ele atuou como discotecário na boate Chateau e ainda hoje guarda em sua residência os mais de 2000 discos de vinil. “Naqueles anos, o som de Village People não parava de tocar e eram vários os sambinhas lentos. Hoje acredito que faltam compositores”, critica. Voltando a atenção à cidade, ele reconhece o desenvolvimento do município, mas acredita que poderia estar melhor. “Às vezes falta vontade política para melhorar algumas questões em Ipatinga”, analisa.

BREVE RETROSPECTO

Após a emancipação política, Ipatinga ainda não contava com seu primeiro prefeito. O administrador Délio Baeta da Costa foi nomeado pelo Governo do Estado como primeiro intendente. A primeira Câmara Municipal foi composta por nove vereadores: João de Souza Carvalho, Elias Correia de Oliveira, Sebastião Dias Bicalho, Renato Cotta Poggiali, Wilson Teixeira, Dário de Paula, Hamilton Frade Leite, Hely Emerichi e Gedeão de Freitas, que foi o primeiro presidente.

O legislativo funcionava no prédio da Prefeitura, na rua Diamantina. Esta foi a primeira das cinco sedes que a instituição já teve. Depois disso, ocupou um salão de propriedade de Emiliano de Andrade, na mesma rua. Funcionou em um prédio na rua Ouro Preto, e depois na rua Edgard Boy Rossi. Atualmente, a Câmara está em seu quinto prédio, na Praça Três Poderes.

RECORDAR É...

Emiliano Andrade, segundo a definição do próprio filho, foi um homem muito sério. “Ousou candidatar-se como vereador, foi bem votado, mas não eleito”, diz Edmar emocionado, ao lembrar-se do pai.

O ATLETA

Antes de tornar-se comerciante, Edmar foi atleta. “Tive o privilégio de participar da Seleção de Futebol de Ipatinga, em 1982, na disputa contra o Cruzeiro. O jogo comemorava a inauguração do Estádio Epaminondas Mendes Brito (“Ipatingão”). Mas, antes de viver essa experiência, aos 16 anos, o empresário deixou a cidade , durante dois anos, entre os anos de 1979 e 1981, para tentar a carreira com o futebol. Após desse momento, trabalhou na Usiminas Mecânicas e hoje atua no ramo de representação.

A ÁGUA

Naquela época, ano de 1964, um dos problemas na cidade era a água, ou melhor, a ausência dela. “Minha mãe saia para lavar a roupa no chafariz, que ficava localizado próximo ao Posto Independência,”, diz Edmar

Fonte: Suplemento Especial Diário do Aço • Abril de 2009


 

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